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Especial 30 anos do tetra: mãos dadas no Recife, a semente do título nos EUA

Atualizado: 7 de jul.

O mês de julho é especial. Marca os 30 anos do tetracampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Uma conquista que soltou o grito de "campeão", preso na garganta dos brasileiros havia 24 anos.


Um dos principais personagens da saga do tetra, o xerife Ricardo Rocha relembrou as histórias e citou fatos novos daquela época. Tudo isso em três episódios emocionantes no canal Ricardo Rocha 3 no YouTube, com a participação do comentarista Ricardo Rocha Filho e do jornalista Marcos Leandro.





EPISÓDIO 1


É impossível falar do tetra sem citar as Eliminatórias. Fatos marcantes ocorreram na competição classificatória, com reflexos diretos na campanha vitoriosa na Copa dos Estados Unidos.


E, talvez, essa trajetória na Terra do Tio Sam não fosse tão exitosa caso não houvesse a "mudança de chave" naquele Brasil 6x0 na Bolívia no estádio do Arruda, no Recife. A Seleção vinha criticada por atuações ruins e, principalmente, a derrota por 2x0 para os bolivianos em La Paz - o primeiro revés da Canarinho na história das Eliminatórias.


Para o jogo do returno contra a Bolívia - as Eliminatórias tinham outro formato, por grupos -, o jogo veio para o Recife. A seleção precisava de apoio, de carinho.


"A semente do tetra foi no Recife. Tudo aconteceu ali. A gente perdeu para a Bolívia fora e tudo era motivo de porrada na gente, até porque muitos jogadores tinham participado da Copa de 1990. Então era massacre na gente. A roleta muda em Recife, quando levamos o jogo da volta contra a Bolívia para o Arruda. O povo apoiou desde a chegada no aeroporto. E no vestiário, lembrei do que tinha acontecido na final do Pernambucano de 1983, quando estava no Santa Cruz e entramos em campo de mãos dadas contra o Náutico. E dez anos depois repetimos naquele jogo contra a Bolívia. Aquilo fechou, deu ainda mais união aquele grupo. Foi sensacional e emocionante". destacou Ricardo Rocha.

A cena surpreendeu todo mundo. E em campo, a Seleção Brasileira aplicou 6x0 nos bolivianos, dando o troco com juros e correção monetária. A simbologia das mãos dadas foi tão marcante que seguiu até a Copa do Mundo.




ROMÁRIO


Mesmo assim, o Brasil ainda chegou na última rodada das Eliminatórias ameaçado de não ir para a Copa. O duelo decisivo foi contra o Uruguai, no Maracanã. E aí foi a vez de Carlos Alberto Parreira recorrer a Romário.


O Baixinho não vinha sendo convocado, mas foi chamado para o embate contra a Celeste e os traumas do Maracanazo de 1950.

"Alguns jogadores se machucaram e a gente sabia que ele tinha que vir. Ele estava voando na Europa. E quando ele chegou, no treino, ele disse que ia arrebentar, naquele jeito Romário de ser. E ele acabou com o jogo mesmo, deu caneta, chapéu e fez os dois gols. Foi um dos maiores jogos que o Brasil fez. E vou te dizer, se ele tivesse jogado desde o começo das Eliminatórias, não sei se a gente ganharia a Copa. Ele chegou na Copa "cego" para a Copa do Mundo, com uma sede de ganhar o título.

EPISÓDIO 2


Gostou? E vem muito mais por aí. No segundo episódio, vamos falar exclusivamente dos sete jogos inesquecíveis da Copa do Mundo de 1994. Até lá!


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